Cadeirante brasileira é deixada no chão em aeroporto na Alemanha
Uma brasileira viveu uma situação humilhante, em um aeroporto da Alemanha. Aline Barros, cadeirante, é mineira, visitou a família no Sul de Minas e voltava para casa, na Irlanda, onde mora. Ela gravou um vídeo onde aparece caída ao chão e pedindo ajuda para ser colocada na cadeira de rodas.
“Bom, estou de estômago para o chão, e vou tentar levantar e procurar alguém para me ajudar, porque aqui eles não querem me ajudar. E está todo mundo aqui, mas não conversam comigo. Eles não querem empurrar a minha cadeira. Eu vou lá fora e encontrar alguém”, diz.
Aline voltava do Brasil e fazia uma conexão no aeroporto de Frankfurt, na Alemanha, para ir pra Dublin, na Irlanda. A agência de viagens brasileira afirmou que pediu assistência para a cliente em todos os aeroportos por onde ela passaria.
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A confusão começou quando Aline tentava sair do avião com a ajuda de funcionários do aeroporto. Ela diz que eles teriam impedido que ela levasse um travesseiro da companhia aérea. Aline precisa de ajuda, nesse tipo de viagem, porque é paraplégica e não tem os movimentos das pernas, nem do tronco.
“O pessoal da assistência, dois rapazes, um que me transfere. Um me pega pelo braço. Me pega aqui, embaixo do braço, e o outro pega no meu joelho e me transfere para a cadeira. Quando ele foi me transferir, ele afrouxou. Ele me levantou e afrouxou a mão. Meu corpo projetou pra frente. Eu não tenho controle de tronco. Ele deu uma risada sarcástica e me soltou no chão. Eu caí em cima da minha perna que está operada. Eu chorava, eu pedia e eu implorava e ninguém me voltava pra cadeira”, relata Aline.
Ela disse, ainda, que outros funcionários do aeroporto foram até o local e não a ajudaram. A mãe de Aline, de 70 anos, é que tentou socorrê-la. A mulher precisou esperar pelos bombeiros e só então foi colocada na cadeira de rodas e encaminhada ao próximo voo para Dublin.
Ao JN, o aeroporto de Frankfurt e a companhia aérea Lufthansa no Brasil declararam que não sabiam do incidente e que vão investigar o caso nesta terça-feira (3).
* Matéria do Portal G1
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